Tenho saudades tuas, tantas, nem imaginas. Saudades de nós, dos cafés e dos cigarros, das conversas parvas e das conversas profundas. Voltaste, mas não voltaste tu. Não sei explicar. Sinto a tua falta em todas as horas de tédio, em todos os momentos cheios de alegrias para partilhar, e em todos os momentos de tristeza onde quem mais me compreendia eras tu. Tenho saudades tuas e do teu apoio, da tua alegria e da tua revolta. Volta, lá do sitio onde te enfiaste, volta sff, está a ser insuportável.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Lemonworld
Quando ele a olha no fundo dos olhos e lhe vê a alma nua de disfarces e máscaras o mundo pára. O vento não sopra, os pássaros ficam suspensos no ar, assim como as folhas castanhas que viajavam pelo céu. Os carros não andam e aquele senhor que estava a acender o cigarro terá de esperar até a chama voltar a arder. O tempo pára, e ela perde-se naquela sensação quente e confortável que a invade. As sensações são quase irreais, o toque da pele e dos lábios, o sorriso e as gargalhadas. O silêncio enche-se de música, é a banda sonora do filme deles. Deixam-se estar, e quando o olhar se quebra, um minuto depois, e o tempo volta a correr, os pássaros a voar e a chama do isqueiro do senhor arde de novo é que ela se apercebe que com ele vai ser sempre assim, mágico, como se ele tivesse o poder de fazer parar o mundo e o tempo. O mundo dela, pelo menos...
domingo, 6 de novembro de 2011
Incapacidades
Hoje vou fingir que não te conheço. Vou dar a volta, descer a rua e meter-me no primeiro jardim que encontrar, nem que para isso tenha de andar quilómetros. Hoje vou fingir que não te sinto em mim. Refugiar-me num banco de madeira, debaixo de uma árvore e respirar ar puro. Hoje vou fingir que não estás na minha pele. Agarrar num papel e numa caneta e desenhar os meus sentimentos. Hoje vou fingir que és só um sonho. Vou fechar os olhos e relembrar os momentos onde não estás presente. Hoje, no banco de jardim onde me vou sentar, vou escrever uma história nova, para substituir a velha, vou começá-la e acabá-la, guardar as canetas na mala e vou andar até casa. Vou andar ao som de música que não me lembre de ti. Hoje vou fechar os olhos e deixar-me dormir enquanto finjo que algum dia vou conseguir esquecer que te conheço, que te sinto na minha pele, que és o sonho vivido, que estás sempre presente, em todas as memórias, e que toda e qualquer melodia me lembra o teu sorriso e o teu gargalhar; que existes em mim, como o a Julieta existia no Romeu. Era mais fácil, se não existisses...
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Minha Querida Lisboa

Minha Querida Lisboa,
Ontem quando subi as escadas do metro e olhei para o teu céu, por entre os cabos dos eléctricos e os telhados das casas que teimavam em meter-se à frente do meu olhar, dei-me conta de como o tempo passa a correr. Passar semanas sem visitar as tuas ruas antigas já é inconcebível. As saudades que sinto correrem-me nas veias parecem quase irreais. Saudades de um sitio e das vistas desse sitio, do barulho dos saltos dos sapatos na calçada e das vozes apressadas de quem por ali passa. Chegou o Outono, Lisboa, e o Outono relembra-me o cheiro a castanhas assadas no teu Rossio. Já lá estão, e o chão já está cheio de folhas, o vento já é frio e o céu está, na maioria do tempo do dia, cinzento. Estás com o meu encanto favorito. O encanto das folhas e do Sol de Outono. O encanto do chocolate quente bebido nas janelas dos cafés, espreitando a rua e saboreando cada um dos seus pormenores. Da noite que chega cedo, que a muito convida a ir para casa cedo, mas a mim me convida a ficar, trazer um casaco quente, levar um pacote de castanhas e ir captar as tuas imagens com a minha câmara. Oh Lisboa, que saudades. Sabes o bom disto tudo? É poder reviver-te e revisitar-te todos os Outonos, todas as Primaveras, todos os Verões e todos os Invernos. Sempre, com todos os pormenores, com todos os barulhos e com todos os cheiros. Sempre, para a eternidade da minha vida. Sim, eu sei que mudas, mas mudas pouco e devagar, e há coisas que nunca mudam. A tua imortalidade é uma delas, e eu quero dar-te a conhecer Lisboa, todas as ruas, becos e vielas, todo o encanto. Sim, voltou, e anda de mão dada comigo...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Acontece
Acontece todos os dias. Num sorriso, num olhar ou num toque, mas acontece, sempre. É inevitável. Todos os dias me apaixono por ti...
domingo, 23 de outubro de 2011
Outono
Chegaste, finalmente. Sê bem-vindo, com todos os teus ventos, chuvas e arrepios. Estava à tua espera para me poder enroscar na manta amarela e deixar-me estar a ver as folhas voarem pelo ar e as gotas da chuva a deslizarem pelo vidro da janela. Tinha saudades tuas, sabias?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
Outra vez.
O silêncio e a calma reinavam naquele lugar. Era um lugar mágico. Ali, no meio da confusão da roupa espalhada pelo chão, por cima do sofá e nas costas da cadeira, das almofadas fora do sítio aonde pertencem e dos objectos pousados, aleatoriamente, nos móveis, era onde a perfeição acontecia, vezes e vezes sem conta. Acontecia num olhar, numa troca de sorrisos ou numa gargalhada. Acontecia num toque, num abraço e num beijo. Acontecia quando estavam os dois. A perfeição acontecia ali, naquele lugar, porque eles ali estavam. E acontecia ali, mais que em qualquer outro lugar, porque ali não havia distracções. Ali, concentrados um no outro, na serenidade de uma existência partilhada, eles faziam a perfeição acontecer. Era o lugar deles. Um lugar novo, que veio substituir outro que em vez de chão de madeira tinha chão de relva. Um mais feio, mas mil vezes mais belo. O jardim onde se conheceram e deram as mãos fora transportado para dentro daquelas quatro paredes. O chão continua a ter o toque da relva debaixo dos seus pés descalços, o tecto é azul e tem nuvens. É o mundo deles. Um mundo cheio de música. E eu sei que nem ele, nem ela, queriam existir senão ali, no seu novo recanto, onde a perfeição acontecia a cada momento de partilha, a cada palavra inesperada pelo ouvido incrédulo no momento em que lhe dizem: "Sim, estou. Só te quero a ti...".
P.
sábado, 24 de setembro de 2011
P.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
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