É quase uma necessidade básica, diria até que uma necessidade fisiológica como fazer xixi ou beber água. Surge do mesmo modo, mesmo que mais demorada, a vontade chega sempre, de vontade passa a necessidade. Demorou quase um mês, mas chegou: Estou cheia de sede! A promessa da tua chegada torna-se já vaga. Long time, no see! Saudades! Sim, essas putas que nos queimam por dentro e nos deixam tristes e cheios de vontade de revirar o mundo em busca daquilo que nos faz falta. Eu tenho de esperar. Volta depressa. Fazes-me falta e começa a ser desconfortável passar sem ti. Volta.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Magias
Amoras Silvestres.
Castelos Corajosos.
Abraços Deliciosos.
Coelhos Velozes.
Tostas Mistas.
Mar Campestre.
Casas Caiadas.
Estradas Submersas.
Caminhos de Terra.
Beijos nos Olhos.
Cigarros no Alcatrão.
Paisagens Maravilhosas.
Aromas Enebriantes.
Se por acaso estiver a sonhar, não me acordem.
P.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Wandering Star
Quando espreitei cá para fora e me dei conta que o silêncio matinal estava cheio de música nem quis acreditar. Voltaram a ligar o rádio, há música em toda a parte. São a sintonia dos batimentos cardíacos daqueles dois corpos deitados à sombra do pinheiro grande e as músicas que não param de tocar, mesmo em silêncio, que me leva a pensar que tudo vale a pena.
P.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Ciclo da Vida
Põem-nos no mundo e fazem-nos crescer e ensinam-nos a andar, falar e pensar, mas não nos dizem que no fim desaprendemos tudo isso. O silêncio é gritante aqui agora. Calaram-se o assobio nas escadas e os gritos da televisão depois do jantar.
Tenho pena, faziam-me sorrir.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Andar
Voltaram costas um ao outro a seguiram em frente. Andaram até serem apenas dois pontos indistintos no horizonte e nenhum deles olhou para trás uma vez sequer. Medo, é o meu palpite. Medo de olhar para trás e desistir de andar. Medo de se acomodarem e esquecerem de novo a essência de que são feitos, de se deixarem ficar caídos naquele marasmo que, apesar de desesperante, era confortável. Então caminharam, os dois, juntos, mesmo que fossem em direcções opostas, pois ambos sabiam que se andassem sempre em frente, vissem tudo o que havia para ver, haviam de chegar ao ponto de onde partiram. Quando dessem a volta ao mundo voltariam a encontrar-se a acomodar-se um no outro. Foram, com medo dos obstáculos, das saudades, do novo e do diferente. Foram já faz um tempo, e eu continuo aqui sentada à espera de os ver chegar.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Colada ao Chão.
De olhos abertos vejo-te em todo o lado, de olhos fechados é o teu aroma tão caracteristico que me invade os sentidos, ou talvez seja apenas a recordação desse cheiro. Queria um abraço à chuva, para recordar os tempos em que a paixão nos queimava a pele e fazia as gotas da água evaporar.
Hoje é ódio.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
O teu espelho é um velho amigo meu.
O teu espelho é um velho amigo meu. Olhei-o e ele sorriu-me, como se os anos que estivemos longe não passassem de um minuto apenas. Havia vestígios nossos por toda a parte.
Ainda me lembro da última manhã em que sorri para ele e ele me sorriu de volta. Já lá vão uns anos... Ontem quando entrei em tua casa e o vi lembrei-de de tudo o que fomos, e ainda somos, capazes juntos. Lembrei-me das conversas, dos sorrisos e dos suspiros. Lembrei-me das brincadeiras e das brigas. Lembrei-me das dores que eram quase físicas. Lembrei-me do tudo que foste, desde o primeiro dia e ainda és, passado todo este tempo.
Tenho saudades dos tempos em que nos respiravamos sem ninguém dar conta, em que os olhares traziam mil palavras, em silêncio, de compreensão e de gargalhada.
Ontem quando entrei em tua casa soube que este era o amor que ia guardar sempre comigo, dentro da minha mão. Vou guardá-lo bem, e sempre.
E esse espelho, bem espero que o guardes, para quando eu voltar a passar as manhãs no tapete azul o ter como companhia.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Fake Empire
Sim, é. Se não o fosse a multidão que me rodeia teria vozes, em vez de ruídos, e eu ouvi-la-ias. Compreenderia o que me dizem, faria parte dela. Mas não, continuo perdida lá no meio, sem saber bem qual dos traseuntes contornar para passar, a atrapalhar-me com as suas sombras e os restos das suas vivências e experiências. Presa ao chão. Tem dias em que nem sequer me atrevo a andar, tal é o medo de ser pisada ou esmagada pelos egos gigantes que passam por mim e me olham de cima a baixo, com essa altivez e segurança que é também é minha. Sim, também as tenho, uso-as todos os dias, são muralhas à minha volta. São muralhas altas, imponentes, que não deixam ver o que se passa do lado de cá, dentro do império onde sou dona e senhora de mim. São perfeitas, funcionam, mas são falsas, e estão a cair. Não me deixam passear na multidão, deixam, mas distorcem as imagens e o som. Não as quero, mas preciso delas. É ambíguo, um dilema. Faz-me viver meia a dormir, num império irreal, ilusório e falso, que um dia cai de vez...
Já esteve mais longe.
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