sábado, 20 de outubro de 2012
Fall
Chegou o Outono. Não sei se sabiam mas é a época das quedas. Caiem as folhas, cai o pó, caiem as pessoas porque escorregam nas poças de água... Caí eu, pelo caminho. Caí de cansaço. Todo um problema para me levantar, enfim....
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Minha Querida Lisboa
Minha querida Lisboa,
Nem sabes como estou feliz que sejas eterna! Vejo-te cair de um lado e levantar do outro. Vejo-te sempre, sei que estarás sempre no mesmo sítio, mesmo que eu não esteja, tu estás, estarás sempre. Ao contrário dela Lisboa... Ninguém em disse que ia custar tanto, ninguém me disse que ia doer assim, ninguém me disse que teria medo e que seria irracional, mesmo que por breves momentos. Já viste morrer tanta gente. Gentes que nasceram e mais tarde morreram em ti, gentes que chegaram e dedicaram as suas vidas a ti, não nasceram. mas morreram nas tuas ruas. Como é que lidas com a morte? Já é normal, não é? Acabas por te habituar, não é? Eu ainda não consegui, Lisboa, habituar-me. Primeiro arrancaram-me uma partezinha, como se me tivesse caído um raminho, mas foi só uma parte pequenina, agora não. Agora arrancaram-me uma pernada inteira, quase que foi o braço atrás. Ninguém me disse que ia ser assim Lisboa, já tinha imaginado, mas nunca pensei que fosse assim. Dói um bocado!
Avó T.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
23
Quando te dás conta, cresceste...
"Estás a ficar velha, estás bonita."
... Atiraste-te ao rio da vida de cabeça, agarraste em todas as oportunidades que te apareceram à frente e tentas ter valor e fazer com que todas elas dêem fruto. Não tiveste medo de arriscar e foste em busca daquilo que querias. Como nunca foste muito boa a saltar por cima das coisas, deste-lhes a volta, fazendo o teu caminho por onde quiseste ir. Contra tudo, todos e até ti própria! Foste tu!
Obrigada mãe! Obrigada Lisboa! Obrigada teimosia! Obrigada persistência!
"Estás a ficar velha, estás bonita."
... Atiraste-te ao rio da vida de cabeça, agarraste em todas as oportunidades que te apareceram à frente e tentas ter valor e fazer com que todas elas dêem fruto. Não tiveste medo de arriscar e foste em busca daquilo que querias. Como nunca foste muito boa a saltar por cima das coisas, deste-lhes a volta, fazendo o teu caminho por onde quiseste ir. Contra tudo, todos e até ti própria! Foste tu!
Obrigada mãe! Obrigada Lisboa! Obrigada teimosia! Obrigada persistência!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Dá-me música
A efemeridade não desapareceu, mas a recordação ficou para sempre. A memória do sentimento sentido no peito quando fugimos em direcção ao que mais nos enche a alma quando existimos os dois, juntos, lado a lado, respirando o mesmo ar, ouvindo a mesma música que teima em gritar-nos, mesmo quando chega o silêncio. Memórias captadas pelos nossos olhos, quais fotografias guardadas num album! Às vezes chego até a pensar que enlouqueci e ando por estas ruas a sonhar acordada. Os dias têm sido de tal forma preenchidos com amor e cumplicidade que chego a pensar que vou explodir de paixão. É nesses momentos que dou por mima pensar senão ando a imaginar coisa. Pois bem, se andar, espero continuar a imaginar-te de mãos dadas comigo durante muito tempo. Estou até tentada a pedir para sempre... Mas falemos da música! Sim, a música que voltámos a ouvir até no silêncio. Aquela que nos deu o empurrãozinho que nos faltava. Falemos da forma como a música nos entra pelos poros da pele e nos preenche cada centímetro de pele e cada pedacinho da alma. A música, sempre acompanhada de uma brisa suave e de um cigarro, à janela de preferência, ou sentados no chão de um recinto, ou talvez na entrada da tenda que nos alberga, que nos vem relembrar que o amor existe, que nos vem ligar ainda mais um ao outro, servindo de banda sonora ao filme da nossa vida. Seremos eternos nas nossas recordações, eu sei que seremos. O filme que passa naquela tela branca dos salões do meu mundo também já passa na tua tela branca, eu sei que sim, consigo vê-lo pelos teus olhos castanhos, lindos. As janelas da entrada da tua alma. Consigo ver tão bem através deles. E enquanto me perco nas imagenes que vejo, deixo que a música, a tua, acho que um pouco nossa, me envolva e me faça voar. Não pares, por favor. Não deixes que ela se cale. Não permitas que o silêncio caia no vazio e que, com ele, nós nos calemos também. Por favor, não pares de me dar música.
P.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Efemeridades
“Às
vezes dá vontade de ser fumante. Acender um cigarro para ter nas mãos o objeto
palpável do meu pensamento. Numa tragada preencher o corpo leve com a fumaça e
invadir os pulmões com a miséria do mundo. Na outra esvaziar o peito de todas
as dores e aproveitar o prazer de um breve momento”
Há tempos li isto. Não sei quem escreveu, nem com que intenção, mas explica com todas as palavras a razão do meu amor por um cigarro. Um. Só um. Nunca um a seguir ao outro. Um num jardim. Um à beira do meu rio Tejo. Um no meio do verde daquele sítio mágico onde me enchem de música. A efemeridade daquele cigarro que nos faz parar e pensar a cada trago, como se o fumo que sai em seguida na nossa expiração fossem a produção de uma qualquer conclusão a que chegámos. Quando retemos a nossa respiração e deixamos o fumo entrar por nós a dentro é como se não sentissemos mais as dores intelectuais que povoam o nosso pensamento e as emocionais que povoam o coração e nos permitissemos a nós mesmos deleitar-nos o que somos. É quase mágico, acorda-nos o pensamento, láva-nos as dores da alma. É breve e fugaz, como o primeiro beijo, mas poderoso e sentido como o último, aquele da despedida.
sábado, 26 de maio de 2012
Minha Querida Lisboa
Minha querida Lisboa,
Sempre ouvi dizer que o amor vira tudo do avesso: transforma os ignorantes em inteligentes e estupidifica os que de tudo sabiam. Tenho vindo a confirmar isso mesmo. Actualmente sou uma ignorante, sem liberdade de expressão, sem independência.Tudo porque o amor não me deixa exprimir, quer tudo para ele, quer os meus olhos,as minhas mãos, a minha boca e o meu pensamento. Quer o meu sorriso e o meu abraço, a minha paciência e sapiência. Quer as minhas entranhas e a minha derme, levando agarrada a epiderme. Quer uma compreensão acima da média. Quer-me inteira, e eu sou só pedaços, pequenos pedaços de vidro partido.
Sempre ouvi dizer que o amor vira tudo do avesso: transforma os ignorantes em inteligentes e estupidifica os que de tudo sabiam. Tenho vindo a confirmar isso mesmo. Actualmente sou uma ignorante, sem liberdade de expressão, sem independência.Tudo porque o amor não me deixa exprimir, quer tudo para ele, quer os meus olhos,as minhas mãos, a minha boca e o meu pensamento. Quer o meu sorriso e o meu abraço, a minha paciência e sapiência. Quer as minhas entranhas e a minha derme, levando agarrada a epiderme. Quer uma compreensão acima da média. Quer-me inteira, e eu sou só pedaços, pequenos pedaços de vidro partido.
domingo, 6 de maio de 2012
Mãe
A ti, que vais ser sempre a minha heroína, a minha rainha, a minha fada ou a minha mais-que tudo. Um amo-te e um abraço chegam bem. Ou então uma festinha tua na minha mão.
"MÃE, CADA PALAVRA QUE ME ENSINASTE REPETE O TEU NOME MIL VEZES"
(in A Casa, A Escuridão.)
"MÃE, CADA PALAVRA QUE ME ENSINASTE REPETE O TEU NOME MIL VEZES"
(in A Casa, A Escuridão.)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
P.
Podiamos ser só eu e tu e os nossos cafés e os cigarros. Podiamos ser só eu e tu e a música e o barulho dos aviões a passar por cima do teu telhado. Podiamos ser só eu e tu e as ruas da minha Lisboa e os trilhos do teu sítio. Podiamos ser só eu e tu, nós, e o resto do mundo deserto, que viveria feliz para sempre <3
P.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Burra
Sua Burra! Sim, sim, tu. Tu que estás aí, com olhos olhos vermelhos e alagados!! Oh tu!! Sim, sim, tu. Tu que estás aí a deixar a vida passar-te ao lado a olhar para o amor errado! Sim, sim, o amor errado. Há alturas para tudo, pois, e esta é aquela em que se olha para o amor-próprio! Sim, já o conheceste? Não!? Pois bem, está na altura de lhe ligares, e de dizeres olá. Sorri para ele, sff. É um sábio, merece o teu maior sorriso e o teu maior respeito. É! Oh, estás-me a ouvir??! Pára! Levanta-te daí e anda! Há um mundo lá fora, ainda não o conheceste todo, estás à espera do quê!? Não sejas Burra! Tenta, luta, grita, bate, morde, revolta-te! Qualquer coisa, mas reage! Olha, levanta lá a cabeça, vá... Não fiques assim. Sabes, isso passa... Eu prometo que passa!
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